São Paulo parte II

17 mai de 2012
 

escrito por: em Histórias, paraquedismo, Viagens

Feliz Ano Novo!

Pois é galera, depois de alguns pedidos, solicitações, e-mails, cartas, sms, xingamentos e duas tentativas de suicídio, enfim, saiu o novo layout do antesdos30. #todoscomemora

Lançado em 11/01/2010, o blog tem o intuito de contar histórias das minhas mochiladas, dar dicas de viagens, roteiros e dividir com vocês coisa úteis e inúteis, tudo isso antes de completar minhas 3 décadas de vida.

A Trip dessa vez, foi uma visita de 4 dias a Sampa (mais conhecida como São Paulo), com o objetivo de realizar o segundo salto de paraquedas.

Nessa viagem fui acompanhado por mais 2 amigos, Thiago (mago) que foi realizar seu primeiro salto e Rafael que foi humilhar a gente com seu centésimo sexagésimo salto.

Ficamos hospedados na casa de um outro brother, Senhor Biel, o mesmo que fui para os Lençóis Maranhenses (links da trip: http://antesdos30.com.br/sao-luis-e-os-lencois-maranhenses/ e http://antesdos30.com.br/sao-luis-e-os-lencois-maranhenses-ii/). Lá ele divide o Apt. com mais dois amigos, Matheus Calafange e Rodrigo Aguiar.

Nesses quatro dias em Sampa, conhecemos praticamente a cidade toda a pé, levamos 2 dias só para cruzar a Av. Paulista inteira (dormindo nos bancos e calçadas), mas é claro que o velho metrô quebrou um super galho.

Dessa vez a visita foi muito mais produtiva, mesmo sem ter um roteiro definido. Conhecemos alguns dos “pontos obrigatórios” que todo turista precisa conhecer, entre eles o Mercado Central e seu super sanduíche de mortadela com o velho chopp gelado pra acompanhar, a Vila Madalena e suas milhares opções de bares, a Av. Augusta onde logo de cara achei massa por ter opções de bares e boates para todo tipo de público e bolso, Jardim Botânico, a Rua dos Cd’s e Dvd’s mais conhecida como Santa Efigênia e por aí vai.

 

Dia 1

Chegamos ao Aeroporto de Guarulhos às 06h da matina e rodando atrás de taxi por aproximadamente 1 hora. Finalmente fechamos com uma cooperativa que fica logo na porta de saída. A corrida do Aeroporto até a Vila Madalena ficou em R$120 mirreis e graças ao transito, levamos 73h aproximadamente para chegar (mentira, levamos APENAS 2h).
Caso você tenha paciência, disposição e queira economizar, existe opção de ônibus que custa em torno de R$8,50 que te leva até o centro.

Chegando na casa de Gabriel (amigo rico que mora na Vila Madalena), fomos recebidos pelo mesmo calçando sua bela pantufa do Ursinho Puff e sua camisa que ele mesmo fez depois de assistir ao Programa da Eliana onde ensinava a dar vida nova a sua camisa  que não serve mais pra nada. Vale comentar que nosso amigo não lembrava que íamos chegar nesse dia, mesmo depois de ter confirmado com ele umas 738 vezes que chegaríamos na Quinta dia 19/04/2012 pela manhã (tenho a ligeira impressão que foi desculpinha para não oferece café da manhã), mas tá de boa, fomos bem recebidos e acolhidos no final das contas.

 

Deixamos as mochilas e partimos direto para desfrutar o que a maior cidade do país tinha para nos oferecer. Pegamos o velho metrô e fomos para Av. Paulista tomar café da manhã e encontrar alguns colegas do Mago.

Queriamos comer alguma coisa leve, já que o dia seria uma maratona. Depois de pesquisar preço e opções, decidimos comer na Mc Donalds =). Por que saúde é o que interessa.
Lá encontramos com André e Gerson Thiago, ambos brothers da terrinha que hoje trabalham em uma das agências foda de lá.

Da Mc, fomos conhecer um pouco mais a cidade. Andamos pela Paulista inteira, de norte a sul. Confesso a vocês que a melhor parte foi o Parque Trianon de frente ao MASP, uma área verde em meio a uma selva de pedras, quebrando um pouco aquele visual de concreto,

Depois da caminhada pela avenida, pegamos o metrô até a Estação Liberdade (Bairro da Liberdade), onde todo final de semana rola uma feirinha massa com produtos e culinária japonesa.

Pegamos o retão seguindo Sé, com o objetivo de chegar no Mercado Central, onde poderiamos finalmente experimentar o super hiper mega ultra fuck shit motherfucker sanduíche de mortadela.
O lugar estava completamente lotado, achamos uma mesa vazia no Restaurante Mortadela Brasil onde pedimos o maior do maior de todos os sandubas da casa, o famoso e super recomendado Brazuca, e pra acompanhar é claro que teve aquele chopp gelado. Esse foi nosso almoço. #saudeehoqueinteressa

 

Depois desse reconfortante e saudável rango, partimos para conhecer a tão famosa e tumultuada 25 de Março, também conhecida como a rua do corel-photoshop-windows e anti-vírus e porque não chama-la também de Muamba Street.

Próximo de lá, fica a tão famosa quanto, Rua dos eletrônicos ou Rua Santa Efigênia e por que não chama-la também de rua do Mercado Livre, já que 93,78% dos produtos do portal vem de lá.
Uma dica galera, vale a pena conhecer essa calle, vocês vão encontrar preços muito em conta por lá. No meu caso, procurava uma camera digital e era só o que tinha lá, mas infelizmente a verba destinada a viagem não me permitiu trazê-la comigo.

Voltando as exploradas pela cidade, conhecemos também a Estação da Luz. Point onde você encontra as garotas mais sensuais da cidade. Inclusive uma delas me lembrava muito Tião Macalé, só que com menos roupa e dentes, claro.

 

Já a noite, Biel nos levou no Mercearia São Pedro (Rua Rodésia, 21, Vila Madelena). Que como dizia Raul Seixas, Um Lugar do Caralho. É uma mistura de biblioteca com bar, com algumas poucas mesas e muita gente em pé. Indicado para galera mais alternativa que não se preocupa com luxo e gosta de trocar uma idéia sossegado com amigos. Curti e recomendo. A cerveja custa em torno de R$6 (garrafa).

Mais tarde, Biel nos levou no Ó do Borogodó (Rua Horácio Lane, 21), onde estava rolando o aniversário de um amigo dele. O lugar menor que o banheiro daqui de casa e tinha mais gente que o galo da madrugada. Lugar até legal, mas não sei voltaria lá. Rola um sambinha maneiro. A entrada custou R$15 mirreis e a cerveja em média de uns R$6 reais.

Gastos

• Taxi do aeroporto até Vila Madela: R$120 (dividido pra 3)  – existem opções de ônibus que custam em média R$8 que te levam do aeroporto até o centro. obs: acabei de receber uma informação de Gerson Thiago: “ tem um busão de guarulhos pro metro de tatuape R$ 4,30. De metrô você vai pra onde quiser”
• Carga no cartão de Metrô: R$15 (cada passagem custa R$3)
• Café da Manhã na Mc: R$18
• Sanduda Brazuca + 3 chopps: R$16 + R$16
• Mercearia São Pedro: 3 cervejas R$18
• Ó do Borogodó: R$15 entrada + R$12 duas cervejas + R$5 1 latinha de skol fora do bar (cara pra caralho)
• Hospedagem em Biel’s House: R$0 (zero dinheiro)

 

Dia 2

Na sexta dia 20.04, fomos conhecer o Parque do Ibirapuera. Saímos de casa umas 11h, aproveitamos para almoçar em um pega bebo numa rua próxima a Av. Paulista. Lugar massa pra quem quer comer bem e pagar pouco (objetivo de todo mochileiro). Infelizmente não lembro o nome do lugar, mas fica ao lado do Supermercado Extra da Av. Brg. Luís Antônio, 2013 – Bela Vista.

De lá, pegamos o busão até o parque. Sem dúvidas um dos melhores lugares que conhecemos lá. Nem parece que você está em São Paulo, completamente diferente do vulco-vulco que é o Centro. Um lugar para você relaxar e deixar seus problemas de lado, bom pra andar de skate, pedalar, correr, enfim, um lugar pra relaxar o bigode e esquecer do stress por algumas horas.

 

No final da tarde, voltamos para o centro para tomar um café na Starbucks, onde encontramos com Felipe Frazão, nosso brother das antigas aqui do Ipsex, que hoje em dia mora lá também (skatista e motion designer PRÓ).

Depois dessa parada obrigatória, fomos conhecer a Av. Augusta. Como tinha dito anteriormente, achei massa pelo fato de ter muitas opções de bares e boates para todo tipo de público. Mas, não me agradou saber que é por lá que geralmente rola uns ataques de skinheads (vulgo zé’s bucetas). Independente disso, e, mesmo sendo “paraíbas”como a gente, vale a pena ir conhecer, pois como diz o velho ditado: que se foda.
Tomamos uma no Violeta com André e a Mãe dele (muito simpática por sinal). Não demoramos muito porque o metrô encerrava às 23h e tínhamos programado de realizar o salto no sábado.

Gastos
• Ônibus: Duas passagens R$6
• Almoço + Coca + 1 Cerveja: R$32 (dividido pra 3)
• Água no Ibirapuera: R$2
• Cappuccino no Starbucks: R$12 (eu acho)
• Cerveja + tira gosto: R$25

 

Dia 3

No tão esperado sábado, o tempo estava completamente fechado, o que impossibilitou nossa ida para Boituva. Então tiramos o dia pra rodar mais pela cidade.

Fomos com Biel e Matheus no Brás. Tava precisando comprar umas meias, já que fiz o favor de só levar um par :D .
Almoçamos por lá mesmo e partimos pra Santa Efigênia novamente.

Depois de rodar um pouco pela Rua do Mercado Livre, fomos conhecer o Museu da Língua Portuguesa (Praça da Luz S/N – Av. Tiradentes – Ao lado da Estação da Luz). Lugar irado, que vale a pena a visita. São 3 andares com exposições. No primeiro, estava rolando exposição sobre Jorge Amado; no segundo, a história da língua portuguesa e no terceiro, tem um auditório.

 

Saindo de lá, atravessamos a rua e fomos à Pinacoteca, onde estavam expondo algumas obras do artista ítalo-suíço Alberto Giacometti. Vale muito a pena conhecer também.

E demos sorte que no sábado a entrada era gratuita.

Queríamos conhecer a Galeria do Rock, mas justo nesse dia aquela porra estava fechada (http://www.vademetro.com.br/republica/galerias-comerciais_galeria-do-rock_328). Perto de lá, fica o Teatro Municipal, mas infelizmente as visitas já tinham encerrado =/. #fail

No final da tarde jantamos na Mc Donald’s. Depois partimos para Livraria Cultura, sem dúvida uma das livrarias mais style da cidade (Av. Paulista, 2073) e pra variar, quando saímos de lá, fomos em outra Starbucks (Rua Augusta, 1987). O Mago se faz

À noite voltamos para tomar uma na Vila Madalena. Decidimos parar no Bar Posto 6 (Rua Aspicuetta, 646) para assistir à luta do UFC, onde botaram um super telão de frente do bar.

Por acaso encontramos com Biel e os meninos e procuramos outro lugar para tomar uma. Rodamos um pouco e decidimos entrar no Espaço Urucum (Rua Cardeal Arcoverde, 1598). Uma casa com 2 andares onde rola um reggae massa e servem uma cerva geladíssima.
Ótima forma de  terminar a noite.

Gastos
• 4 pares de meias e 2 cuecas: R$18 (brás é o canal, pena que as cuecas rasgaram e as meias furaram)
• Recarga no cartão do metrô: R$15
• Almoço no Brás: R$12
• Mc Donalds: R$25
• Starbucks: R$15
• Posto 6: uns R$25 por 4 chopps
• Espaço Urucum: R$15 entrada + R$20 de cerveja lá dentro
• Taxi de volta: R$5 por cabeça

 

Dia 4

Finalmente o grande dia. São Pedro deu uma forcinha e abriu um pouco o tempo.
Fomos até a estação Barra Funda onde pegamos o ônibus para Boituva. A passagem custou em torno de R$25 a R$30 (ida). Todo mundo lascado de cansado, acabei dormindo boa parte da viagem, que demorou quase duas horas.

Enfim chegamos no destino e o tempo não estava dos melhores. Algumas empresas não estavam realizando o salto, mas depois de procurar um pouco, conseguimos. Escolhemos a mesma que fui da outra vez, a Paraquedismo Boituva (http://paraquedismoboituva.com.br/), recomendo essa galera.

Dessa vez gelei mais do que da outra, não sei se pelo fato de já saber como seria e ficar lembrando da danada da portinha. Já o filho da puta do Mago não demonstrava nenhum pingo de emoção ou ansiedade, parecia que o cara ia jogar uma partida de jogo da velha com a tia cega. Minhas mãos pingavam e o cara parecia uma pedra de gelo =P.

 

Rafael não pôde saltar com o mesmo grupo que a gente, então foi com outra galera em outro avião (só os pró).

No nosso voo, já estava chegando a hora, o avião atingiu seus 4.000 metros de altura, deu aquela velha reduzida na velocidade que dá a impressão que o avião vai cair e respiramos fundo esperando nossa vez.

Uma coisa é certa, tenho certeza que tinha gente mais ansioso que eu, pois soltaram uma porra de peido que pqp, tenho certeza que o cara cagou ali mesmo. Quem ainda estava com receio de saltar, criou coragem naquela hora.

Deixando esses detalhes de lado, finalmente a portinha se abre e a galera começa a se jogar………. Primeiro os dois caras que fizeram o salto solo, depois o aniversariante João Paulo (que conhecemos lá), depois o Mago, depois eu.

Demos a velha “caminhada” até a porta e de repente, você está caindo a uma velocidade de quase 250km/h.
O que mais achei massa nesse salto, foi a diferença do primeiro. Como o tempo estava fechado, boa parte da queda livre foi por dentro das nuvens, até a abertura do paraquedas. Foi, mais uma vez, uma sensação indescritível, absolutamente fantástico. Muito irado essa nova experiência.
Infelizmente não filmei dessa vez, mas o Mago gravou o dele.

Como disse no post do primeiro salto, volto a repetir, não existe sensação que se equipare a isso, é indescritível. Já tinha esquecido como era sentir toda aquela adrenalina de novo.  Agora é esperar para fazer o curso completo. Ouvi dizer que em Recife vão voltar a fazer esse curso, mas ainda estão sem previsão. O objetivo final é fazer base jump.
Depois disso compro uma cadeira de balanço, boto na minha varanda e espero o final dos tempos.

 

Salto de Thiago (O Mago)

Salto de Rafael

Meu primeiro salto em 2011

Meu 1º salto de paraquedas. Boituva/SP por brunomoch no Videolog.tv.

 

Finalmente, objetivo concluido, era hora de voltar, pegamos outro ônibus e partimos pra Sampa.

Organizamos as coisas e partimos para o aeroporto, prontos para enfrentar as três horas da viagem de volta.

Chegamos em Recife na segunda de madrugada. Quando você bota o pé fora do aeroporto é que a ficha cai que tudo passou tão rápido :D .

Gastos

• Ônibus ida e volta (Sampa – Boituva): uns R$60
• Salto sem filmagem: R$290
• Sanduba em Boituva: R$15
• Taxi para o aeroporto: R$60 (R$20 pra cada)
• Mc Donalds no aeroporto: R$25

Gasto total

Pelo pouco tempo passado, acho que essa foi uma das viagens mais caras.
Nesses 4 dias, gastei em torno de R$900 + R$415 das passagens.

Galeria de Fotos

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  • EU

  • Oia eu aí de novo

  • Oportunidade única

  • Thiago fingindo que tava dormindo.

  • Crianças, não façam isso em casa.

  • Chôla paulista.

  • João, Bruno e Thiago

  • Onde os sonhos se tornam realidade.

  • Chocolate da starbucks... muito da hora.

  • Livraria Saraiva

  • Teatro Municipal

  • Escultura na Pinacoteca

  • Escultura na Pinacoteca

  • Pinacoteca

  • Estação da Luz. Point das namoradeiras.

  • Exibição de vídeos no Museu da Língua Portuguesa

  • Vulto

  • Exposição sobre Jorge Amado

  • Exibição de vídeos no Museu da Língua Portuguesa

  • Exposição sobre Jorge Amado

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Agora é definir e organizar a próxima trip. Provavelmente Machu Picchu no Perú.


Explore, descubra, viva.

 

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