São Luis e os Lençóis Maranhenses

9 nov de 2010
 

escrito por: em Histórias, Viagens

Depois de 3 meses apenas, vou contar “um pouco” sobre minha viagem para o Maranhão (se vier com piadinhas, vá pá porra).

Parte 1

Essa viagem foi como posso dizer… … … … marcante. Tudo começou no dia 03/07, partindo de Recife, fazendo uma breve conexão de 4h em Fortaleza, por alguns minutos o aeroporto ia me cobrar diária, mas beleza, num estudei, da nisso. O bom foi que deu pra dar uma volta e conhecer um pouco a orla de Fortaleza, uma passada pela feirinha na praia de Iracema, e uma caminhada até o começo da Praia do Futuro, tomei umas cervas com meu brother @1gabrielsantana na beira da praia esperando o tempo passar. Voltamos ao aeroporto e pegamos nosso vôo rumo a capital maranhense (São Luis) ao lado de uma veia com medo que a gente derrubasse o avião.

Chegando em São Luis o taxista nos informa que ia rolar um show de Luan Santana, achei massa, até porque tinha levado na mochila a minha coleção de cds dele e uma bandana autografada, pena que o show seria na sexta a noite e a infelizmente eu já estaria dormindo já que teria que pegar meu transporte para Barreirinhas logo cedo.

Ficamos na pousada Solar dos Nobres (http://www.pousadasolardosnobres.com.br/), a diária em um ap. duplo sai por R$70 quarto com AR, TV, WC e 2 camas. Pousada legal, galera bem tranquila e gente fina, além de terem nos quebrado vários galhos (RECOMENDO).

Como só tínhamos 1 dia pra conhecer a capital do Reggae, acordamos “cedo” na sexta e fomos dar umas voltas pela cidade. Tinha pesquisado algumas coisas sobre a capital, principalmente sobre as praias, as mais conhecidas são: Ponta d’Areia, São Marcos, Calhau, Caolho, Olho d’Água (essas são as que lembro agora). Uma dica que eu dou a você que vai viajar para uma capital, alugue um carro, se você for depender de transporte público para conhecer os lugares, você ta lascado, vai perder o dia todo andando de ônibus. Descemos na praia de São Marcos, essa que seria a mais movimentada, mas só fomos encontrar gente depois de andar uns 5km até chegar a praia de Calhau.

Assim como em São Marcos, a orla é repleta de bares, bem organizados e com um atendimento fora do comum (pelo menos nesse bar que ficamos, não lembro o nome). Depois de tomar umas cervejas e experimentar o tão famoso arroz-de-cuxá, demos uma volta pela beira mar, muito bela por sinal, daí descobri que a praia de Calhau é um ótimo lugar para se hospedar, só achei as pousadas um pouco caras, mas procurando direitinho, da pra achar algum lugar mais em conta.

No fim da tarde fomos conhecer o Centro Histórico, achei que falta policiamento nas ruas, mas tirando isso o Centro é show, lembra muito o Recife Antigo (pra quem conhece), vários bares nas ruas, o diferencial foi um mercado que Gabriel quase que chora quando a gente entrou pra tomar uma lá. Logo na entrada demos de cara com um grupo tocando umas músicas afro, parei pra dar uma filmada (perdi o filme digo logo) e ficamos um pouco observando, depois tomei o tão famoso refrigerante Jesus, o segundo mais vendido no Maranhão, só perdendo pra Coca-Cola (foi o que me disseram). Nossa Biritada se estendeu até a noite onde fomos sacar um pouco mais o lado cultural da capital, fiz algumas filmagens de um evento que estava rolando (mas perdi os vídeos e fotos) do Bumba-meu-boi, legal pra chuchu. Terminamos a noite no álcool e voltamos pra pousada já que a tão esperada ida aos Lençóis Maranhenses seria no sábado pela manhã. Ao chegar na pousada conhecemos nosso novo amigo e companheiro de viagem o carioca Zé Carlos, cara gente fina, que tava sozinho e ia conhecer os lençóis também.

Pela manhã nos informamos como seria a melhor forma de ir para Barreirinhas, nos informaram que além dos ônibus, existem alguns carros que fazem esse trajeto e cobram na mesma faixa de valor dos ônibus, mas ainda sai mais vantagem pelo fato de ir mais rápido e parando onde você quer, caso você fale com o motorista. Como se tratava de um feriado, a galera queria aplicar o golpe na gente, falamos com o primeiro motorista e o cara veio nos cobrar R$300 para nos levar até Barreirinhas, perguntei se ele queria que eu lavasse o carro dele depois também. Negociação com o primeiro motorista fracassada, vamos em busca do próximo, até que conhecemos o GRANDE ZEZINHO, figura simpática que nos cobrou R$150 pra levar, R$20 a mais do que as empresas de ônibus, mas como não tinha mais, o jeito foi acetar com o grande Zezinho. Gabriel pergunta logo: “tu tem carteira de motorista né veio?”, ele responder “claro amigo, responsabilidade”. Chegamos no carro do cara, um corsa 2010 novinho, novinho, nem placa tinha. Perfeito, carro novo, motorista responsável, agora é só aproveitar a viagem, RÁ RAAAAI, vamo logo porra, entra ai e vamo nessa.

Zezinho levanta logo os 4 vidros elétricos (balaca hein fera?), liga o ar e não liga o som, até porque não tinha, o carro é novo porra. Dá pra sentir a minha empolgação né? Pois é foi assim que eu estava. Mas tudo isso mudou quando Zezinho botou a primeira marcha… meu amigo, foi ai que descobri que eramos cobaias de Zezinho. Ficamos 5 minutos tentando sair de girador porque ZEZINHO não conseguia tirar o carro de lá, mas tudo bem, pra que a pressa? A viagem é longa mesmo, vamos relaxar. Seguimos em frente, 3 minutos depois, Gabriel no banco da frente pergunta: “Zezinho, passa a marcha pô, tas a 120km na 3a.”, ele responde: “eita, é mesmo, nem notei, mas é isso ai amigos, responsabilidade”. Tudo bem, seguimos em frente, pegamos a BR 135, a rodovia mais perigosa do estado do Maranhão, onde Zezinho que nos avisou sobre isso, apertei logo meu sinto de segurança, Zé Carlos solta um “pelo amor de Deus” e Gabriel tirando foto. Depois de alguns km a frente, Gabriel resolve pegar o notebook dele e por umas músicas pra animar um pouco mais o tenso passeio, Zezinho quando viu aquela maquina que saia som de dentro dela e era uma radiola, esqueceu da pista e ficou encantado com aquela maquina mágica… até que encanto é quebrado com um “ZEZINHO PORRA, olha pra frente”, vindo do banco de trás do carro, e ele responde “eu sei cara, responsabilidade”. Depois de mais alguns sustos e uma quase batida num caminhão que vinha de frente já que Zezinho queria mostrar suas habilidades em ultrapassagens perigosas, conseguimos sobreviver.

3h40min depois chegamos a tão sonhada e agora mais que nunca Barreirinhas, abracei meus amigos, agradeci a Zezinho pela experiencia e já fomos abordados por uma gangue de guias turísticos. Decidimos ir na agência ver os passeios disponíveis para o dia, até que fui surpreendido por um “PUTA QUE PARIU PORRA, ESQUECI MEU NOTE NO CARRO DE ZEZINHO”, mas isso é outra história.

Tínhamos que ver ainda onde íamos ficar, Zé Carlos já tinha uma pousada certa e o jeito seria ficar no chão do quarto dele ou arrumar alguma lugar para acampar caso não tivesse mais pousadas disponíveis, felizmente conseguimos uma pousada \o/. Valor sugestivo (R$40 diária) na pousada que não lembro o nome agora (mas se você for na agência São Paulo, ele tem um catalogo com todas as pousadas), fomos muito bem recebidos, mas fizemos um acordo de ficar na pousada até a segunda de manhã, pois ela estava reservada nesse dia.

Fechamos um passeio de 4×4 até os Lençóis pelo valor de R$60, o passeio dura em média umas 5h, vale muito a pena (vocês podem conferir nas fotos mais a baixo).

O carro vai buscar você na pousada, depois pega uma balsa para atravessar o rio (valor embutido no passeio), em seguida começam as trilhas que são uma atração a parte, já dando idéia do que viria pela frente.

30min depois das trilhas, chegamos ao Lençóis, você é recepcionado por 2 dunas gigantes, porta de entrada para o tão esperado passeio.

Assim que chegamos ao topo da duna, fui surpreendido pela visão mais impressionante que já tive na minha vida, um casal de esquimós perdidos. Depois que saíram da frente vi a imensidão desse paraíso ecológico que é o Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses, 155 mil hectares de dunas, rios, lagoas e manguezais, deslumbrante.

Ainda demos sorte, o período que fomos as lagoas ainda estavam lá, infelizmente não tinha chovido muito os meses passados e elas não estavam totalmente cheias, mas mesmo assim foi uma das melhores coisas que já vi na minha vida.

Conhecemos as lagoas Azul, da Preguiça (segundo o guia, tem esse nome pelo fato de algumas pessoas que não aguentam mais caminhar, acabam ficando por lá mesmo, esperando o povo voltar) e do Peixe (abriga alguns peixes, eu não vi nenhum), pude tomar banho em todas elas, segundo o guia a Lagoa do Peixe é a única que nunca seca, em qualquer período do ano.

Nessa lagoa a profundidade da água estava em torno de 2m10, muito tranquila e muito grande, mas de repente fomos surpreendidos por um grupo de 5 pessoas que passeavam pelas dunas de helicóptero, e pra humilhar, pousaram bem onde a gente estava, cegando todo mundo que olhava pra eles. Mas tudo bem, estudaram né?

Depois de algumas horas de passeio, entre caminhadas, banhos nas lagoas, e a cada duna uma nova visão fascinante, chegou a hora do esperado pôr do sol. Caraca, passei um tempão parado só observando até o sol sumir no horizonte, dando aquela sensação nostálgica, afinal aquele passeio fantástico estava terminando. Fui o último a voltar para o carro, todo mundo esperando, mas foda-se queria aproveitar até o último minuto.

Enquanto voltava pro carro, me lembrei de um post de uma menina que falava de como foi a experiência de acampar a beira de uma lagoa lá nos Lençois, fiquei pensando comigo mesmo, que um dia teria que fazer isso (http://danielleapereira.wordpress.com/2008/05/22/acampando-nos-lencois-maranhenses/).

Chegamos na pousada já era noite, foi tempo de tomar um banho, dar uma relaxada, já que no domingo tinha mais passeios.

FOTOS:

Subindo

Saíndo de algum lugar, indo para outro…

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Pousada Solar dos Nobres

A foto que sobrou da pousada em que fiquei, essa é a vista da porta do quarto.

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Prédio da central de polícia

Presenciamos um leve tiro na porta desse prédio, um detento fugiu correndo e os policiais deram um tirozinho de leve no cidadão, mas foi só pra assustar.

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Ponte

Show de bola vista dessa ponte.

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Casarão

Foto de um dos casarões no centro histórico, esse fica na rua da nossa pousada.

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Na estrada

Se não estiver enganado, essa é a BR 135.

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Zezinho

Esse é o famoso Zezinho. (Recomendo) =D

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Na estrada

A caminho dos Lençóis.

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Barreirinhas

Chegando em Barreirinhas.

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Praça da Igreja

Praça da igreja em Barreirinhas.

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Rio alguma coisa

Esse Rio fica atrás da pousada que fiquei em Barreirinhas.

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4 x 4

Esses são os carros que nos levam aos Lençóis.

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Balsa

Balsa que faz a travessia.

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Capa do cd

Biel, Zé Carlos e eu

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Loja ao lado da balsa, rola umas biritinhas por alí também.

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Trilha 4x4

Como tinha dito, essa é a trilha que leva até os lençóis.

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Chegando nas dunas.

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Rastros.

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Do que se trata

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