31 jan de 2011
 

escrito por: em Histórias, Viagens

Nas minhas primeiras férias do trabalho (com a sensação de que “virei gente grande”), fui-me embora pra Buenos Aires. Minha irmã e eu planejamos essa viagem com um mês de antecedência mais ou menos, e faltando menos tempo, meu primo decidiu ir conosco.

Viajei pra lá dia 12 e voltei dia 27 de janeiro, pleno verão. Foram 15 dias de muito calor kkkk…

Em 15 dias dá pra fazer um montão de coisas, e o melhor, fazer tudo sem pressa. No meu roteiro tava tudo dividido. Tinha dia reservado pra conhecer cada lugar, pra fazer compras, e claro, para gravar o Gabi poraí.

Não vou falar de tudo, pq se eu fizer isso, vocês vão cansar de ler de tanto que vou escrever! =P Filtrei algumas coisas e ainda assim, escrevi demais! kkkkk

Vou começar pelos passeios. No centro: o palácio Barolo (uma das dicas especiais da minha amiga Carol).Fica na avenida de Mayo, indico a todos. É um prédio que foi construído totalmente baseado na Divina Comédia. Fizemos a visita com um guia mais que legal. Ele explicou cada detalhe da construção. Passamos pelo inferno que fica no térreo, subimos até chegar no purgatório e subimos… subimos… subimos mais um pouco e subimos de novo (rsrsrs) e chegamos no céu. \o/

Lá de cima temos uma vista linda da cidade, bem lá do alto mesmo. Sentamos numa espécie de cúpula de vidro que fica no topo do prédio, um lugar apertadinho que dá até um medinho, mas vale a pena. É massa, eu recomendo.

Rua Florida: essa é um ponto clássico, mas tenho que falar dela pq é uma verdadeira loucura! Gente que só a gôta serena passando pra um lado e pro outro… E o povo puxando (literalmente) a gente pra dentro das lojas. Era muito pior que os vendedores da Esposende. Juro. Kkkkkkk… O que você mais encontra lá são os artigos em couro.

Porto Madero: acho que esse lugar deve ser a paixão de todo mundo que visita a cidade, eu mesma me apaixonei. É agradabilíssimo. Tão legal que voltamos lá diversas vezes só pra ficar andando de um lado pro outro, sem fazer nada.  Tire uma foto na Ponte da Mulher, se possível, tire uma de dia e uma de noite quando ela fica linda, toda iluminada. Em Porto Madeiro tem uma coisa que eu indico demais: o Casino flutuante. É um casino gigantesco que fica dentro de um barco, é muito lindo. Tiramos muitas fotos na frente e no hall de entrada. Dentro não é permitido fotografar para preservar as pessoas que estão jogando. O piso é de carpete colorido, e ele é todo iluminado, dentro e fora. São inúmeras máquinas e mesas de jogos, além de muita gente de todas as idades jogando (a partir dos 18 anos, claro). Pra segurança, é bom ir de táxi e voltar também. Na volta, pegue um táxi que esteja dentro do estacionamento do Casino e anote a placa. As pessoas que saem de lá, principalmente os turistas, são muito visados, afinal é um casino! Teoricamente todo mundo sai de lá com dinheiro (não no meu caso, que só fui peruar e conhecer kkkk). A entrada é gratuita.

Feirinhas: tem uma feirinha de artesanato massa na Praça Francia, em Recoleta. A feira começa de umas 11h e fica até umas 19h, todos os sábados.  Também tem a famosa feira de antiguidades de San Telmo, que acontece todos os domingos. As feirinhas de artesanato são muito comuns por lá. Eu fui em algumas, mas as que eu mais gostei foram essas.

Caminito: adorei! Meu lugar favorito. Levei uma queda da escada.. a videocassetada tá lá, no final do vídeo do Gabi poraí! Kkkkkkk… Pois é.. minha irmã filmou a queda e Rodrigo colocou na edição do vídeo. =P Foi engraçado.

Palermo: bairro lindo, cheio de áreas verdes. A começar pelo Jardim Botânico, que ficava em frente ao meu ap. É fechado, mas não paga pra entrar. Só fica aberto até às 18h30 (pelo menos no verão). Depois vem o Zoo de Buenos Aires que é demaiiiiis!!! Fica ao lado do Jardim Botânico. Depois ande mais um pouquinho e vá lá no Roseiral (Rosedal). Andamos de pedalinho, e depois fomos dar uma volta no roseiral. Alguns bancos por lá falam com você, não se assuste! Kkkkkkkkk… A gente sentou num banco do parque e de ele repente começou a tagarelar… depois do susto, morremos de rir! =P O Roseiral é lindo, deve ser mais ainda na primavera. Por fim, o Jardim japonês. Que belezura de lugar viu? Vá pra Buenos Aires e num vá pra esses lugares não, pra você ver…! Vai se arrepender! =P

Depois desses passeios em Buenos Aires, resolvemos dar uma volta pelos arredores da cidade. Fomos pra cidade do Tigre. Achei a arquitetura da cidade bem austríaca =) muito fofa! Fizemos o passeio de barco e depois fomos nos divertir no parque de  la Costa! Um parque de diversões bem legal.

Zoológico de Lujan: imagina você entrar na jaula de 2 tigres e alisar as costas deles? Morri de medo, mas entrei. Se você curte a ideia de pegar filhotinhos de leão no colo, ou de andar num dromedário, ou dar maçã pra um elefante comer, não perca a oportunidade de ir nesse Zoo. Ele não é bonito, então não vá pensando que ele é como o Zoo de Buenos Aires, pois o objetivo dele é outro: a experiência com os bichos. Mesmo medrosa do jeito que sou, adorei a sensação.  Quando chegamos lá, fomos recepcionados por dezenas de patos que ficam soltos seguindo a gente por causa de comida. Muito engraçado. Não exploramos muito pq o calor tava grande demais, estava impossível. Mas o que fizemos foi suficiente para dizer que a viagem de quase 2h até lá, de ônibus velho caindo aos pedaços, valeu a pena. =) É, o ônibus da ida era muito velho, não tinha ar e era todo esculhambado. Mas o da volta foi ótimo. É na sorte mesmo! Kkkkkk

Colônia Del Sacramento (Uruguai): a cidade é linda, tem uma história interessante, mas confesso que não gostei muito do passeio. Compramos um pacote pelo Buquebus que incluía transporte, guia e almoço. O problema é que passamos muito tempo nessa cidade e ela é tranqüila demais, não encontramos nada pra fazer. Giramos a cidade em 30 minutos, subimos no farol, entramos na igreja, no casino, giramos, giramos… e ainda faltava mais de 1h pra pegarmos o ônibus de volta pra o porto, para assim pegar o navio e voltar pra Buenos Aires. Então sentamos num banquinho e ficamos lá esperando… esperando… A comida do restaurante era muito ruim, enfim, conhecer a cidade foi legal, mas não achei que valeu muito a pena. Mas conheço pessoas que amaram lá. Essa foi uma percepção minha.

OUTRAS CONVERSAS

Pombos: lá tem mais pombo do que gente. E eles são meios doidos… tiram fino da gente.. Dava cada grito no meio da rua! Corria, me abaixava.. Enfim, uma ginástica pra desviar, uma loucura! Kkkkkkk

Clima: como já falei, no verão, o sol é de rachar. O dia tem sol até as 20h, sem brincadeira nenhuma. É muito doido isso..

Transporte: o táxi lá é realmente mais barato. Tinham me dito que eles são loucos na direção, mas, por sorte, só pegamos um que era desvairado, os demais dirigiram bem. Mas, sinceramente, preferi andar de metrô. Por ser muito barato, o taxista enrola você, dá voltas pra chegar onde você quer… Já o metrô não, você sabe exatamente onde vai chegar e ninguém enrola você… Além de eu ter achado melhor, ainda economizei um monte, pq mesmo que o táxi seja barato, nada se compara a passagem de metrô que custa $ 1,10 (isso em real dá no máximo uns R$ 0,60, dependendo da cotação). Obvio que tem lugares que o metrô não chega, então não tem como fugir do táxi. Fora isso, andei muito.. Acho que não existe melhor forma de conhecer do que caminhar. É ótimo deixar a preguiça de lado e ir de expresso canelinha para o máximo de lugares que aguentar! =)

Câmbio: não levei nem 1 centavo de peso, troquei tudo por lá. Mesmo que eles aceitem real nas lojas, não é vantagem para nós, pois o câmbio nas lojas é geralmente $ 2,00 pra R$ 1,00. E eu consegui trocar por $ 2,32. A gente pensa que não, mas é uma enorme diferença quando você troca um volume grande de dinheiro. No Buquebus, em Porto Madero, foi onde encontrei essa cotação, foi a melhor que achei, tirando a do Banco da Nação do aeroporto que tava $ 2,40 (não achei nenhum banco na cidade, pelo menos os que eu procurei, que trocavam real por peso, só o Banco da Nação do aeroporto mesmo). É bom se ligar nas notas falsas, lá tem um bocado. Toda nota verdadeira tem uma marca d’água e as notas mais altas tem aquela tarja que tem na nossa cédula. A nota falsa tem um papel diferente, não tem a marca d’água e nem a tarja. Não tenha vergonha de colocar a nota na luz pra conferir, todos fazem isso por lá. =)

Comida: me disseram que era baratíssimo, mas sinceramente achei o mesmo preço daqui. Não sei se é pq eu só como porcaria aqui e também só comi porcaria lá… Mas achei equivalente. Não gostei do sabor da comida, devo ser muito exigente, pq conheço um monte de gente que ama a comida de lá! Kkkkkkk =)

Hospedagem: se não tivesse alugado um apartamento, ficaria com certeza, num hostel. Adoro. São sempre baratos e muito legais (claro que você precisa procurar, né?). Mas alugar um AP é uma ótima também. Você se sente mais livre e à vontade. E o preço também é bom.

Obs.: para quem é desligado: lá ocorrem muitos furtos. Nada violento. Fingem que esbarram e quando você vê, já levaram sua carteira! E são pessoas bem vestidas, senhoras, jovens, etc. Qualquer um pode lhe roubar. Até os taxistas, que por sinal, neles você deve prestar bem atenção. Ande sempre com  notas baixas pra receber o mínimo de troco possível, pois é no troco que eles lhe darão notas falsas! É babado! kkkkk Comigo não aconteceu nada, mas dentro de uma loja no shopping Galerias Pacífico que eu estava, uma brasileira foi roubada. Mas foi pq ela estava lá, toda alesada, com a carteira dando sopa. É só colocar a bolsa pra frente e andar como se estivesse na rua das Calçadas em Recife! Kkkkkkkkk =P

O Gabi poraí

Gravei dois vídeos por lá. Minha irmã ajudou filmando. Claro que deixamos a desejar na escolha do local, tinha muita interferência sonora. kkkk… Na hora não percebemos os barulhos da rua! Kkkkkkk… Mas mesmo assim os vídeos ficaram legais. O primeiro já está no ar.

GABI PORAÍ #27 – Mapa Mundi

Do que se trata